Ciclo de debates e palestras no âmbito do Dia Internacional de Liberdade de Expressão e de Imprensa

O Centro de Estudos Interdisciplinares de Comunicação (CEC) participa, no dia 04 de Maio, na Escola de Comunicação e Artes da Universidade Eduardo Mondlane, na organização e realização de uma série de debates e palestras, marcando a passagem do dia Internacional de Liberdade de Expressão e de Imprensa

, inspirados no lema mundial escolhido pela UNESCO para a cerimónia central deste ano – Novas Vozes: Liberdade de Imprensa Ajudando na Transformação das Sociedades – , que se realiza na cidade de Tunis, capital da Tunísia.

Debates Comemorativos dos 35 Anos do SNJ

Por ocasião da celebração do dia do Jornalista Moçambicano, 11 de Abril, o Centro de Estudos Interdisciplinares de Comunicação (CEC) em parceria com o SNJ e o Conselho Superior de Comunicação Social (CSCS) organizam uma série de debates que irão reflectir sobre o papel e o estatuto do jornalista em Moçambique.

A coincidir com o 35° Aniversário do SNJ, o evento, a realizar das 8:00 às 12:00, no SNJ, contará com a participação de profissionais e estudantes de comunicação social em Moçambique, representantes de organizações da sociedade civil e do sector público.

CEC promove Conferência Internacional sobre Migração Digital e Direito à Informação

O Centro de Estudos Interdisciplinares de Comunicação (CEC) em parceria com o Centro de Estudos e Pesquisa de Comunicação (Sekelekani) promovem, nos dias 30 de Novembro e 01 de Dezembro de 2015 do corrente ano, uma Conferência Internacional denominada Dos Desafios da Radiofusão Pública na Era Digital à Formação Profissional de Qualidade, a realizar-se no distrito de Bilene, província de Gaza.

O evento decorre no contexto do processo de migração digital e pretende discutir os desafios que a Radiodifusão Pública vai enfrentar em Moçambique no contexto da migração digital, não apenas sob ponto de vista tecnológico mas também pela necessidade de adopção de uma estratégia que garanta o pluralismo de ideias, uma melhor qualidade de conteúdos bem como o acesso para todos sem restrições.

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Conferência Internacional sobre Radiodifusão Pública no contexto da migração digital em Moçambique

A Conferência Internacional “Radiodifusão Pública no contexto da migração digital em Moçambique: Os desafios para o pluralismo de informação e profissionalização do sector”, destina-se a analisar os desafios da Radiodifusão Pública em Moçambique, olhando para o seu contexto de funcionamento, o pluralismo e os desafios da profissionalização, no quadro da migração digital.

O CEC está aberto a receber os resumos das comunicações de 31 de Agosto a 30 de Setembro de 2015, das 8h30 às 15h30, na Rua Sociedade dos Estudos, nr. 112, ou envio por email para ginanhapulo@yahoo.com ou
mario.fonseca@cec.org.mz Tel. 843131570.

Conferência Internacional sobre Comunicação e Indústria Extractiva

A SEKELEKANI e o Centro de Estudos Interdisciplinares da Comunicação (CEC) co-organizam nos dias 27 e 28 de Novembro, em Bilene, Província de Gaza uma conferência internacional sobre Comunicação e Indústria Extractiva.

O principal objectivo desta conferência é criar um espaço de partilha de informação e conhecimento entre os diferentes actores com interesse no sector do gás e petróleo, nacionais e internacionais, e dotar os profissionais de comunicação social moçambicana de informações actualizadas, legislação pertinente e experiências sobre o sector, para melhorar a qualidade da cobertura jornalística e promover a participação das comunidades locais, bem como uma maior transparência da indústria do gás e petróleo em Moçambique.

Legislação, regulamentação e a questão de conteúdos

Legislação, regulamentação e a questão de conteúdos

  • Até o momento migração digital está não apenas atrasada do ponto de vista das instalações das infraestruturas e tecnologias necessárias como também está atrasada do ponto de vista legal. Apesar de muitas propostas de lei terem já sido elaboradas há mais de dois anos atrás, o GABINFO ainda não avançou se quer nenhuma. Refere-se às propostas da lei da rádio e televisão, nova lei de imprensa e os seus respectivos regulamentos.
  • A regulamentação dos conteúdos também é uma questão que preocupou os presentes da mesa-redonda. Como garantir que os conteúdos não lesem os direitos do autor, não ultrajem amoral pública ou desencorajem a produção de conteúdos locais e respeitem e preservem a cultura nacional? Sem uma regulamentação própria, será muito difícil garantir o interesse nacional na produção ou emissão dos conteúdos.
  • Por outro lado, questionou-se o papel do serviço público de radiodifusão que, no entender dos presentes, não responde cabalmente as necessidades dos cidadãos e por outro, entra em concorrência desleal com os operadores privados, na medida em que eles têm no negócio, sua fonte segunda de financiamento.

O grande desafio para o Estado na pessoa do CSCS será regular e fiscalizar com eficiência. Tal implicaria ter a mão, o conjunto de leis e regulamentos ainda não aprovados por um lado e por outro, tornar o serviço público de radiodifusão uma realidade, através de um mecanismo de financiamento robusto e a retirada dos órgãos públicos do espectro da concorrência com os privados.

Transição do analógico para digital e o dilema da dupla iluminação

Os operadores de televisão lamentaram o facto de a COMID estar a levar a cabo todo o processo sem o seu envolvimento. Apelaram para o seu envolvimento em todos os processos visto que são também não apenas parte interessada do processo como os seus principais actores. Por outro lado, levantaram os seguintes problemas:

  • Como garantir que o investimento feito em infraestrutura e tecnologia dos operadores de televisão não seja automaticamente inutilizado? Na óptica dos operadores de televisão, é sim possível que este equipamento seja integrado na nova infraestrutura digital, carecendo apenas de pequenas actualizações ao nível de programação. Assim procedendo, os operadores julgam que não terão perdido todo o investimento feito uma vez que parte dele seria requalificado pela nova operadora de transmissão de conteúdos.
  • Os operadores também exigem a sua integração imediata nos processos de decisão por forma a melhor se preparar e assim salvaguardar os seus interesses comerciais.

Conversores, Informação e Comunicação ao público

  • A mesa-redonda conclui que os cidadãos não têm a informação necessária para se precaver a partir do dia 17 de Junho.
  • Não há informação oficial e sistemática para os operadores privados
  • Por outro lado, a COMID informou que existe um plano que vai garantir que os cidadãos adquiram os conversores de sinal a preços bonificados. Alternativamente, segundo a COMID, a taxa de radiodifusão irá incluir o custo dos conversores.
  • A COMID prometeu que os conversores poderão ser abaixo do planificado (1800 MZ) graças as negociações que estão em curso com o governo, que visa encontrar o melhor mecanismo de financiamento.

Recomendações dos participantes

  • Propõe-se haver uma entidade para regular, monitorar e fiscalizar o sector.
  • Propõe-se a revisão do pagamento de taxas previstas para evitar-se a duplicação das mesmas para os consumidores
  • Propõe-se estabelecer uma parceria publico-privada, uma vez que estes últimos são produtores de conteúdos.
  • Pensar-se em modelo de transmissão alternativo, não apenas o de via terrestre como também por via satélite, uma vez haver essa possibilidade.
  • Propõe-se que a COMIDI solicite imediatamente aos privados para fazerem o inventario do tipo de equipamentos que possuem para se avaliar melhor o seu potencial de ser ou não aproveitado nos locais do país onde sejam necessários.
  • Propõe-se incluir e envolver neste tipo de debate outros atores sociais (Economistas, UNICEF e Universidades).
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