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No segundo dia da Conferencia Internacional do CEC e Sekelekani, 25 de Novembro, os participantes analisam as questões relacionadas com as oportunidades dos novos media e do jornalismo cidadão para a garantia do acesso à informação, sendo discutido, deste modo, o impacto destes, das redes sociais e do jornalismo cidadão para a transparência pública e o exercício da democracia pelos cidadãos.
Um estudo feito em 30 plataformas digitais, entre Websites e páginas de Facebook de Organizações da Sociedade    Civil e activistas sociais, concluiu que os media digitais garantem, de alguma forma, a participação dos cidadãos        nas questões sociais e politicas do país.
A pesquisa apresentada pelo Diretor Executivo do CEC, Mário Fonseca, constatou que algumas páginas online não    interagem com os seus internautas, o que faz com que haja mais seguidores em páginas pessoais (devido ao nível    de interatividade) do que nas páginas oficiais das organizações. 
As organizações limitam-se a difundir informações, mas não incitam o engajamento do cidadão nas questões do pais”, disse Fonseca.
Celestino Joanguete, docente  e pesquisador da Escola de Comunicação e Artes (ECA), propôs-se a falar do Webrádio como sendo o futuro da rádio convencional, julgando que, com o advento da internet e com o objectivo de reduzir recursos humanos, tecnológicos e consequentemente, financeiros, há uma tendência de se apostar em rádios de disposição online. Nas palavras de Joanguete, a Webrádio não tem fronteiras, por isso, deparamo-nos com a problemática da sua regularização que parece ser impossível, pois é preciso que hajam ferramentas legais e instituições competentes.
Ainda no contexto das rádios online, Joanguete introduziu um termo “Radiomorfose” que significa a transformação da rádio convencional em uma Webrádio (fenómeno importado com advento da  Internet), acrescentando que o Webrádio nasce, cresce e emite na rede, ela é acedida apenas pelo endereço electrónico, ou seja, não ocupa nenhum espaço físico e, devido a esta característica, é bastante usada pelos activistas sociais (os ciberactivistas) como ferramenta mais fácil de mobilizar pessoas.
Por sua vez, Egídio Vaz, Pesquisador do CEC, apresentou “Os desafios da verdade na era das Redes Sociais: Implicações para as Instituições e Gestão da Reputação”. Vaz teceu duras criticas às instituições do Estado que possuem websites mas não fazem as devidas actualizações, o que pode ser visto como um atentado ao direito de informação e alertou que as redes sociais são um condutor rápido de informações, porém algumas da informações veiculadas são inverdades.
"É necessário apelar pela responsabilidade individual para evitar ser um transmissor, através de partilhas, de informações que não constituem verdade”, explanou Egídio Vaz.
No que diz respeito as experiências internacionais sobre jornalismo cidadão e sua contribuição para a promoção de direitos, Toni André Scharlau Vieira, Jornalista brasileiro e Diretor da Rede Brasileira de Mídia Cidadã, partilhou a experiência do Brasil em que vários cidadãos voluntários, dotados de algumas técnicas de escrita jornalística, fazem coberturas de eventos e denunciam factos, dando espaçoo para oque chamamos de jornalismo cidadão, sendo que, para ele, o papel do Jornalismo cidadão é de abrir o espaço para que as pessoas escrevam as histórias na primeira pessoa.
José Manuel Ribeiro, que representava a Global Voices Portugal, falou sobre a sua organização (uma redação online e multilingue que reúne mais de 1000 profissionais) que tem como o objectivo “dar  a voz aos quem não a têm”. 
“O Jornalista profissional e o "cidadão-jornalista" vivem no mesmo lugar e dividem funções, o segundo vive o facto e divulga em plataformas próprias e cabe ao primeiro o papel de confirmar os dados”, clarificou Manuel Ribeiro.
Em concordância com os oradores, Crimildo Lipanga, Jornalista da Televisão de Moçambique (TVM), explicou que a notícia vai mais longe do que um simples  anúncio de factos, o jornalista profissional tem o papel de aferir a veracidade do que já foi dito em primeira mão, nas redes sociais.
De referir que é pelo terceiro ano consecutivo que o CEC e o Sekelekani organizam uma Conferencia Internacional de Comunicação Social, em Bilene, que neste ano realizou-se nos dias 24 e 25 de Novembro.
 
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