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O evento organizado pelo CEC, em parceria com a AJECOM, CAICC, Ministério da Economia e Finanças, MISA-Moçambique e a SEKELEKANI, teve lugar na Cidade de Nampula, de 11 a 14 de Outubro, e contou com a presença de colaboradores de 15 Rádios Comunitárias das Zonas Norte e Centro do país. O objectivo da formação era de proporcionar aos colaboradores das rádios comunitárias, capacidades para uma produção objectiva de conteúdos de interesse para o desenvolvimento económico da comunidade, usando as TICs, o jornalismo económico e a Lei do Direito à Informação.
As matérias sobre Jornalismo económico com enfoque para a economia local e monitoria de políticas públicas foram ministradas pelo Director Executivo do CEC, Mário Fonseca, e pelo representante do Ministério da Economia e Finanças, João Olaia.
Relativamente ao Ciclo de Planificação Distrital, Olaia, na sua explanação leccionou que a planificação um processo de tomada de decisões que permite: Melhor aplicação dos recursos alocados ao sector ou distrito para atingir os seus objectivos; Melhor execução de actividades dos diversos intervenientes envolvidos no processo, de acordo com os objectivos e métodos escolhidos; e acompanhamento, monitoramento e avaliação permanentes do progresso feito, para a tomada de medidas correctivas atempadamente. Enquanto que o Plano é onde está sintetizado todo o processo de planificação e contêm todas as indicações das providências que devem ser tomadas e das actividades a serem desenvolvidas para se atingirem os objectivos pretendidos, no prazo estabelecido.
João Olaia alertou para estratégias de mobilização dos cidadãos (a comunidade) para influenciarem a Planificação Distrital, argumentado que estes são os principais beneficiários dessas acções. Advertiu que a planificação deve ser um processo contínuo, dinâmico e realístico, tendo em mente a escassez dos recursos públicos. Esta também deve ser uma actividade conjunta dos técnicos de planificação, orçamentação, dirigentes e os beneficiários, tomando em consideração as prioridades definidas nos documentos chave, nomeadamente o PQG, e Planos Estratégicos.
Mário Fonseca, dando continuidade ao tema, mais concretamente sobre Jornalismo Economico, iniciou a sua explanação enunciando que “O Jornalismo Economico centrado no desenvolvimento da comunidade faz-se dando voz a própria comunidade porque o desenvolvimento de uma comunidade é uma questão cultural, deve ser feita pelas pessoas que estão dentro da comunidade” e acrescentou que não se pode exercer o jornalismo económico sem pensar no que foi planificado. "É preciso fazer exame crítico, uma avaliação e  interpretação daquilo que foi planificado e daquilo que é realmente a preocupação da comunidade".
O Director Executivo do CEC apelou aos jornalistas presentes a necessidade de terem questões concretas em relação a produção e circulação de bens e da necessidade de questionar o desenvolvimento humano, quem vai trabalha numa determina fábrica, poe exemplo, e se existem recursos necessários e a capacidades para tal produção 
Durante as sessões de capacitação aos jornalistas das Rádios Comunitárias, Tomas Vieira Mário, Director Executivo da SEKELEKANI, habilitou os participantes em matérias sobre a Lei nº 34/2014, Lei Direito a Informação (LDI), explicando, entre o conceito e outros pontos, os três níveis desta mesma lei que incide em: Direito de Informar, Direito de se Informar e Direito de ser Informado. Tomas, partilhou também sobre os procedimentos e formas de exercício do direito; os Limites e restrições e sobre as Garantias do exercício deste Direito.
Lázaro Mabunda, do MISA-Moçambique, por sua vez, fez a revisão sobre os conceitos de notícia e jornalismo, relembrando aos participantes que o jornalismo cumpre um papel social importante, pois seu propósito é informar de maneira objetiva o cidadão, pois a sua capacidade de influenciar a sociedade é realmente significativa. A objectividade e subjectividade fizeram parte da explanação, onde, de maneira apelativa, chamou a tenção para o não uso dos elementos da subjetividade (Expressão de emoção, Emissão de juízo de valor, Discrição do espaço, ambiente, pessoas) na produção de matérias noticiosas. Mabunda introduziu também, entre vários subtemas, sobre como deve ser a redacção de textos para o jornalismo radiofónico, enfatizando que o jornalista deve escrever como se estivesse a falar com o ouvinte, fornecendo o contexto do assunto, e deve evitar rotular as pessoas.
A participação do CAICC nessa formação cingiu-se no uso das Tecnologias da Informação e da Comunicação (TICs). A organização foi representada por Daniel Cazimo. Nesta sequência, Cazimoto propôs que o conhecimento tecnológico é o conhecimento de como fazer, saber fazer e improvisar soluções, e não apenas um conhecimento generalizado embasado cientificamente. E Introduziu o tema Mídias Sociais, onde destacou-se as plataformas como: Facebook, Whatsapp Jornalístico, SoundCloud, Frontline SMSTwitter, Blogger, Youtube, etc, como as mais utilizadas para comunicar e deu exemplos práticos de como usar essas mesmas plataformas de Interacção e Interactividade no contexto jornalístico. E neste mesmoa mabito foram partilhados conhecimentso sobre o SoftWare Adobe Audition, para captação e edição de áudios.
Participaram do treinamento as rádios Comunitárias de: Mocímboa da Praia, Sem Fronteiras, Ilha de Moçambique, Monapo, Encontro, Esperança FM, Moma, Nacala Porto, Gurué, Quelimane FM, Alto Molocue, Balana, Moatize, Mutarara e Dondo.
 
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