Banner 1

 

 

No último dia 14 de Julho de 2017, a infografia e a reportagem intitulada “As mazelas que a serra acoberta”, produzidas pelo jornalista Armando Nhantumbo, como parte do programa de formação em Jornalismo de Dados que o Centro de Estudos Interdisciplinares de Comunicação (CEC) está a desenvolver com diferentes jornais da capital do país, foi destaque e capa do Jornal Savana.

Esta reportagem, sobre a retirada ou não dos militares em algumas das oito posições em Gorongosa, é mais um fruto do trabalho e parcerias que o CEC tem vindo a desenvolver com as diferentes empresas de comunicação social em Moçambique. Trata-se da segunda edição do programa de capacitação de jornalistas em matéria de Jornalismo de Dados envolvendo cinco jornalistas dos jornais Savana, Canal de Moçambique, Jornal Notícias e mediaFax. A primeira edição teve início em Outubro de 2015, tornando o CEC numa das principais instituições de comunicação a desenvolver capacitação de jornalistas nesta matéria a nível do país.

Entende-se por Jornalismo de Dados a técnica de colecta, análise, filtragem e combinação de dados com o objectivo de conceber histórias. Estas técnicas permitem construir gráficos, infográficos e visualizações mais inteligíveis, de fácil compreensão e interessantes. A prática de jornalismo de dados exige do jornalista conhecimentos em computação, design e matemática.

Em entrevista com o jornalista Armando Nhantumbo, este enalteceu os ganhos que tem tido ao longo desta formação, com destaque para o facto de o Jornalismo de Dados permitir que se conte histórias complexas através de imagens criativas. Para este jornalista do Savana, esta capacitação traz como mais-valia para o seu Jornal e para o jornalismo moçambicano o facto de, à clássica narrativa jornalística, combinar-se uma vertente inovadora e fascinante que consiste na ilustração infográfica de um determinado facto. Nhantumbo diz ainda que o facto de a sua matéria ter sido manchete é o reconhecimento do papel incontornável do Jornalismo de Dados para o futuro.

O Centro de Estudos Interdisciplinares de Comunicação (CEC) é uma organização, sem fins lucrativos, fundada em Novembro de 2010, em Moçambique, com o objectivo de dinamizar a investigação na área de comunicação social, bem como a promoção de intercâmbio entre os órgãos de comunicação, as instituições de formação para garantir uma maior contribuição dos seus profissionais na resolução dos diversos problemas que o país enfrente.

 

 

Decorre de 20 de Julho a 15 de Agosto de 2017 a chamada de propostas de comunicações para a conferência anual do Centro de Estudos Interdisciplinares de Comunicação (CEC), orientada, para este ano ao tema “Media e conflitos: Os desafios da orientação de uma informação pública promotora do diálogo e da paz em Moçambique”. 

 

Baixe aqui a proposta de submissão do resumo dos artigos

 

 

IMG 1183 Matola

O Centro de Estudos Interdisciplinares de Comunicação (CEC), em parceria como Núcleo de Educação e Comunicação Social (NECS), realizou nos dias 11 e 12 de Julho formação e debate  sobre O Uso Responsável das Redes Sociais e a Sua Contribuição para a Educação na era Digital para alunos do 1º e 2º ciclo da Escola Secundária da Matola.

A  actividade visava promover uma reflexão junto aos adolescentes e jovens do ensino secundário a respeito do uso das Redes Sociais e propor práticas que estimulem o seu uso consciente, bem como o uso das mesmas no processo de ensino e aprendizagem.

No primeiro dia da formação foram abordados os conceitos relacionados com as redes sociais,as vantagens e desvantagens das redes sociais,  tendo em conta a existênciade diferentes tipos de redes sociais. No segundo dia, o debate esteve centrado no exercício prático, onde os estudantes aprenderam como é que as redes sociais podem potencializar o processo de ensino e aprendizagem e como podem dspertar boas práticas na troca de conteúdos em diferentes ambientes virtuais.

Helmer Zitha estudante da 11ª classe, beneficiária da formação, avaliou de forma positiva a capacitação e referiu que vaipassar a usar as redes sociais de forma adequada e racional. A estudante disse que vaipassar a ser mais rigorosa com os conteúdos que partilha, passando a difundir apenas informação relacionada à escola e notícias. Helmer disse ainda que aprendeu que o mau uso das redes sociais pode causar vício e outros problemas, pois existem“pessoas de má-fé” na rede.

Albertina Chame, também aluna participante, diz que usa as redes sociais para se comunicar, se informar e para realizar alguns trabalhos curriculares, mas com a formação, a sua visão sobre as mesmas mudou, tendoficado consciente sobre os riscos iminentes. Embora nunca tenha passado por nenhuma situação que a colocasse em risco, Albertina revela que passará a ser mais cautelosa principalmente com os seus dados e senhas.

“Os adolescentes não têm atenção às pessoas com quem interagem, acreditam que todos são amigos e querem o seu bem. Assim, o NECS tem um papel fundamental a exercer, fazendo capacitações no sentido de ensiná-los e incentivá-los a usar as redes sociais de forma responsável em proveito da sua performance académica”, disse Aida Mangue, colaboradora do NECS e docente universitária. Mangue constatou ainda que as redes sociais contêm muitos riscos, particularmente para os jovens e adolescentes e o maior deles é a exposição de informações pessoais, colocando-os à vista de pessoas mal-intencionadas.

Abu Choe, formador do NECS, diz que a experiência foi boa, pois os estudantes não conheciam os riscos trazidos pelas redes sociais e não estavam consciencializados sobre a componente educativa trazida pelas mesmas redes.

Para Choe, a capacitação foi uma mais valia para o CEC e o NECS pois tiveram a oportunidade de interagir com os estudantes e trazer matérias que não são abordadas na sala de aulas. “Apesar de não terem sido todos os estudantes, a amostra foi significativa e eu acredito que eles passaram a saber como usar as redes sociais, a perceber quais são os perigos que elas apresentam e como podem tirar proveito para o seu percurso académico”, afirmou Choe.

Em representação ao CEC, Wanderleia Noa, falou da importância desse tipo de parceria entre o CEC e o NECS e a própria relevância do evento, na medida em que o CEC, como uma das organizações que trabalha na área do acesso a informação, apoia a iniciativa de promever a literacia mediática nas escolas, de forma a contribiuir no processo de ensino e aprendizagem.

“Esperamos que os alunos possam fazer o uso, no seu dia-a-dia, dos conteúdo aqui leccionados, tendo em conta as capacidades que adquiriram nesta formação em relação às plataformas online. O CEC espera também que os estudantes partilhem os conteúdos com os colegas que não estiveram presente e que promovam o debate sobre o uso responsável das redes sociais”, disse Wanderleia.

 

No âmbito da realização de suas actividades, o Centro de Estudos Interdisciplinares de Comunicação (CEC) pretende contratar um consultor individual para a produção de um Manual de Jornalismo Econômico para actividades de mentorias nas Rádios Comunitárias nacionais.

 

Baixe aqui os Termos de Referência

 

 

 

No âmbito da implementação do seu Plano Estratégico, o CEC esta levando a cabo  um concurso público de recrutamento para o preenchimento de uma vaga do Director Executivo, segundo os requisitos abaixo indicados.

 

Baixe aqui os Termos de Referência!