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CEC MISA17Membros do Observatório de Migração Digital reuniram-se na manhã desta Terça-feira, em Maputo, para reflectir sobre a modernização, compatibilidade, acessibilidade do processo de migração digital em Moçambique, na mesa-redonda organizada pelo CEC- e MISA Moçambique.

Os participantes concordaram que a percepção da migração digital deve ser clara para que seja inclusiva, tendo sido levantados dois pontos importantes, um sobre a questão da compatibilidade do equipamento e o outro sobre o custo do sinal, uma vez que, numa primeira fase, serão disponibilizados 400 mil set-top-box (descodificador), a um preço compatível ao custo de produção.

Por sua vez, José Guerra, PCA da Televisão Miramar, criticou o facto de o processo da migração digital estar virado apenas aos órgãos públicos. Guerra disse ainda que o estado deveria ajudar a buscar financiamento com juros bonificados para as televisões privadas, pois as dificuldades que estas passam na cobertura de agendas noticiosas, são as mesmas que a da Televisão Pública. Em contrapartida o PCA do TMT, Transporte Multiplexado e Transmissão, Victor Mbeve, assegurou que já iniciou o processo de formação de técnicos que está a decorrer na China. Mbeve garantiu igualmente que haverá transmissão de sinal para todo o país, havendo rede nacional e rede regionais abertas para o público. Contudo, o país corre o risco de não cumprir com o prazo determinado para a SADC, que determina que 2018 é a meta para a conclusão do processo.

De referir que os participantes lamentaram o facto de os representantes de órgãos de comunicação social não se fazerem presentes em eventos como estes, pois servem para ajudar estes profissionais a apresentarem as suas inquietações.

 

 

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CEC Forma Jornalistas Televisivos em Jornalismo de Dados

O Centro de Estudos Interdisciplinares de Comunicação (CEC) levou a cabo uma acção de capacitação e mentoria em matéria de jornalismo de dados para oito jornalistas televisivos baseados na cidade de Quelimane, província da Zambézia.

O seminário de capacitação decorreu entre 25 e 26 de Setembro com o objectivo de dotar aos jornalistas televisivos de conhecimentos práticos sobre técnicas aplicadas no jornalismo de dados a nível internacional para a produção de reportagens profundas baseadas em números.

Durante os dois dias de formação, os jornalistas aprenderam a manusear algumas ferramentas que suportam o jornalismo de dados tais como o excel, tableau public, google fusion fable, outwit hub, Premire Pro e After effects. Com estas ferramentas os jornalistas estão habilitados para produzirem gráficos interactivos, gerarem códigos geográficos bem como ensairem animações de textos e gráficos.

Nos próximos trinta dias, os jornalistas capacitados, com a mentoria do CEC, estarão a produzir reportagens televisivas aplicando técnicas de Jornalilsmo de dados sobre temas ligados ao Orçamento Municipal, situação dos presos em Quelimane, a provisão da água potável na zambézia e a Desiguladade Social.

Em geral, os Jornalistas formados mostraram-se satisfeitos com as lições abordadas no evento e prometem aplicar os conhecimentos adquiridos no seu quotidiano, garantindo que os mesmos ajudarão a melhorar a qualidade dos seus trabalhos. Os jornalistas garantem, igualmente, que irão replicar os conhecimentos adquiridos aos outros profissionais que não puderam se beneficiar da capacitação.

Segundo Nelson Máximo, Jornalista da TV Miramar, “a capacitação é uma oportunidade única. Com ela podemos estar em pé de igualdade com jornalistas de outros países que já estão muito avançados nesta temática”. Para Zito Ossumane, da Txopela TV, esta formação confere-lhe mais confiança para dar um salto qualitativo nos seus conteúdos jornalísticos e recomenda que o CEC promova mais acções desta natureza para vários outros jornalistas em Moçambique.

 

 

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O Centro de Estudos Interdisciplinares de Comunicação (CEC) e o MISA-Moçambique, em parceria com o Sindicato Nacional de Jornalistas (SNJ), divulgaram, no dia 19 de Abril, os resultados do relatório sobre “Análise de questões éticas na Imprensa Escrita em Moçambique”.

A pesquisa dá conta de que as questões éticas mais violadas nos orgão analisados (Jornal Domingo, Savana, Zambeze, Magazine Independente, Canal de Moçambique, Público,  Notícias, O país e Diário de Moçam­bique) são: Plágio (notícias sem citação);  Juizo de Valores; Não citação das fontes; Manipulação de Imagem; Mentonia generalizada, etc.

 

Baixe aqui o Relatório Anual sobre Casos de Violações Éticas

 

 

No último dia 14 de Julho de 2017, a infografia e a reportagem intitulada “As mazelas que a serra acoberta”, produzidas pelo jornalista Armando Nhantumbo, como parte do programa de formação em Jornalismo de Dados que o Centro de Estudos Interdisciplinares de Comunicação (CEC) está a desenvolver com diferentes jornais da capital do país, foi destaque e capa do Jornal Savana.

Esta reportagem, sobre a retirada ou não dos militares em algumas das oito posições em Gorongosa, é mais um fruto do trabalho e parcerias que o CEC tem vindo a desenvolver com as diferentes empresas de comunicação social em Moçambique. Trata-se da segunda edição do programa de capacitação de jornalistas em matéria de Jornalismo de Dados envolvendo cinco jornalistas dos jornais Savana, Canal de Moçambique, Jornal Notícias e mediaFax. A primeira edição teve início em Outubro de 2015, tornando o CEC numa das principais instituições de comunicação a desenvolver capacitação de jornalistas nesta matéria a nível do país.

Entende-se por Jornalismo de Dados a técnica de colecta, análise, filtragem e combinação de dados com o objectivo de conceber histórias. Estas técnicas permitem construir gráficos, infográficos e visualizações mais inteligíveis, de fácil compreensão e interessantes. A prática de jornalismo de dados exige do jornalista conhecimentos em computação, design e matemática.

Em entrevista com o jornalista Armando Nhantumbo, este enalteceu os ganhos que tem tido ao longo desta formação, com destaque para o facto de o Jornalismo de Dados permitir que se conte histórias complexas através de imagens criativas. Para este jornalista do Savana, esta capacitação traz como mais-valia para o seu Jornal e para o jornalismo moçambicano o facto de, à clássica narrativa jornalística, combinar-se uma vertente inovadora e fascinante que consiste na ilustração infográfica de um determinado facto. Nhantumbo diz ainda que o facto de a sua matéria ter sido manchete é o reconhecimento do papel incontornável do Jornalismo de Dados para o futuro.

O Centro de Estudos Interdisciplinares de Comunicação (CEC) é uma organização, sem fins lucrativos, fundada em Novembro de 2010, em Moçambique, com o objectivo de dinamizar a investigação na área de comunicação social, bem como a promoção de intercâmbio entre os órgãos de comunicação, as instituições de formação para garantir uma maior contribuição dos seus profissionais na resolução dos diversos problemas que o país enfrente.

 

 

Decorre de 20 de Julho a 15 de Agosto de 2017 a chamada de propostas de comunicações para a conferência anual do Centro de Estudos Interdisciplinares de Comunicação (CEC), orientada, para este ano ao tema “Media e conflitos: Os desafios da orientação de uma informação pública promotora do diálogo e da paz em Moçambique”. 

 

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