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O Centro de Estudos interdisciplinares de Comunicação (CEC) e a Escola de Comunicação e Artes (ECA) realizaram, no dia 23 de Outubro, em Maputo, um seminário sobre Jornalismo de Dados com o tema “Jornalismo de dados: proposta para redacções e escolas de jornalismo”, destinado a editores, docentes e gestores das escolas de jornalismo.


O seminário, realizado na ECA, tinha como objectivo explorar oportunidades para a prática do Jornalismo de Dados nas redacções e no ensino de jornalismo, usando as TICs.
O seminário foi orientado pelo professor holandês Peter Verweij que fez uma apresentação sobre novos modelos e estrategias para sobrevivência do jornalismo tradicional, em eminente risco de canibalização pelo digital, bem como as vantagens da exploração dos meios de comunicação digital tanto para o exercício da profissão, como para o ensino.


Durante o evento, Peter discutiu com os participantes sobre o perfil que o jornalista actual deve ter, enfatizando a importância do domínio do uso e exploração dos medias sociais para estimular a interatividade por parte do público.
Verweij situa o surgimento do jornalismo de dados nos anos 90 com o advento da era digital e, segundo explica, “agora não basta ter noticias no jornal é importante que se estimule a convergência dos meios de comunicação e a interatividade. O jornalista que trabalha em qualquer plataforma tradicional, seja televisão, rádio ou jornal deve fazer referência aos meios digitais sempre que estes tiverem disponível informação mais detalhada”.


Referindo-se à tendência de declínio na leitura de jornal, Peter Verweij defende que, com as novas tecnologias existe a necessidade de se prestar atenção às novas tendências e preferências dos jovens. Segundo ele, os jovens não leem jornal, a partir dos seus smartphones eles podem ler noticias rápidas, a qualquer momento e em qualquer lugar. E para eles, ler noticias na internet, no telefone celular, é mais fácil e barato”, acrescentou.
Através de evidências sobre a assinatura de jornal, Peter Verweij mostrou que número de assinantes tende a decrescer, e que se hipoteticamente esta tendência se mantiver constante, até 2030 poucos continuarão a assinar jornais impressos.

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